Falta aos jornalistas desenvolver o hábito de escrever tendo em vista a participação dos usuários, convidando-os a participar. Os textos, geralmente, não convidam à participação.
(...) A pirâmide invertida é apenas uma entre tantas formas para estruturar o texto. Na internet, é possível usar uma espécie de pirâmide invertida que responda apenas a algumas perguntas que compõem o lead. O texto deve ser curto, deve convidar o leitor a clicar para outros níveis de informação. As infografias multimídia podem substituir o lead em alguns casos como, por exemplo, mostrar como ocorreram os atentados em Madri, em 11 de março de 2004. Os flashes são outro exemplo de formato.
(...) O jornalista que trabalha em uma redação digital usa mais o telefone e quase não vai à rua fazer apuração. Isso ocorre por conta da estrutura, muitas vezes dependente do meio impresso. Em uma redação independente, os repórteres poderiam transmitir informações e imagens de qualquer canto da cidade, e o texto seria publicado imediatamente
(...) Não é possível um jornalista sair à rua com uma câmera de vídeo, uma máquina fotográfica e um bloco de anotações. Trata-se de linguagens diferentes, e os conteúdos não podem se justapor, mas sim convergir. Na realidade, deveria haver um jornalista para cada meio. Claro que ele deve ter consciência de que seu material poderá ser veiculado na rádio, na tevê ou no impresso, mas haverá um repórter ou editor para trabalhar esse conteúdo para os outros meios.
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